segunda-feira, 20 de junho de 2016

Mógli


Esta é a história de Mógli, um menino encontrado na selva por Baguera, a pantera, e criado por uma família de lobos. Mógli aprendeu a viver entre os animais e a se defender na selva.
Jângal Khan, o tigre, odiava os homens e decidiu liquidar Mógli antes que ele crescesse. Para protegê-lo, Baguera resolveu leva-lo de volta para a aldeia dos homens.
A princípio Mógli pensou que Baguera estivesse passeando com ele pela floresta, como sempre fazia. Mas, quando Baguera contou-lhe para onde iam, Mógli protestou: “Não! Eu quero ficar na selva!”
Ao subir numa árvore para passar a noite, Mógli e Baguera encontraram Casca. A feroz serpente tentou hipnotiza-los com seu olhar, mas Mógli deu um nó em sua cauda, amarrando-a na árvore.
Não muito distante dali, Jângal Khan esperava o momento de pegar sua vítima, o indefeso filhotinho de homem.
A selva era muito perigosa para Mógli. Contudo, ele não queria ir embora.
De madrugada apareceu a patrulha de elefantes, comandada pelo Coronel Tóti. Mógli pôs-se a marchar ao lado deles, mas o Coronel Tóti protestou: “Não quero um filhote de homem com elefantes!”
Baguera explicou ao Coronel que ia levar Mógli para a aldeia dos homens. Mógli não queria ir.
Baguera insistiu:”Vamos, Mógli, antes que algo pior aconteça”.
Mógli não quis ouvir os conselhos de Baguera e correu sozinho pela floresta. Mas não ficou sozinho por muito tempo. Logo fez amizade com um urso muito alegre chamado Balu.
Daí a pouco Balu e Mógli desceram o rio. Balu boiava de costas e Mógli ia empoleirado em sua gorda barriga, sem se molhar.
De repente Mógli foi arrebatado ao topo das árvores. Um bando de macacos tinha descido até um galho pendente e daí o agarraram.
Os macacos levaram Mógli às ruínas de um antigo templo. Lá o rei dos macacos estava comendo bananas. Esperava ansioso para ver o prisioneiro.
“Conte-me o segredo da flor vermelha dos homens!” , disse o Rei Lu. Mas Mógli não sabia fazer fogo. Não poderia revelar o segredo ao rei, mesmo que disso dependesse sua vida.
Felizmente Balu e Baguera chegaram justamente quando o Rei Lu começava a enfurecer-se. Depressa eles arranjaram um meio de salvar Mógli.
Balu disfarçou de macaca, mas o Rei Lu não se deixou enganar por muito tempo. Houve uma feroz perseguição e uma grande luta. A confusão foi tamanha, que o templo foi derrubado. Os três amigos conseguiram escapar, aproveitando a desordem estabelecida no meio dos macacos.
Já bem longe dali, Balu acomodou Mógli para dormir, em uma caminha de folhas. Mas Baguera estava preocupado. Sabia que Jângal Kahan espreitava, aguardando o momento para pegar Mógli.
Balu e Baguera procuram convencer Mógli de que haveria ainda maiores perigos na selva. Balu tentou leva-lo para a aldeia, mas Mógli desapareceu na selva, fugindo dos amigos.
Andando sem parar, Mógli chegou a um lugar onde só havia urubus. Muito assanhados com a presença do menino, os urubus perguntaram-lhe se não tinha amigos. Mógli respondeu:
“Não tenho. Ninguém quer saber de mim!”
Enquanto os urubus cantavam para alegrá-lo, oferecendo-lhe sua amizade, chegou Jângal Kahan!
“Obrigado por segurarem minha vítima”, disse o tigre.
Os urubus, assustados, fugiram gritando para Mógli que corresse. Mas Mógli não deu um passo.
O tigre ficou furioso quando Mógli mostrou que não tinha medo dele. Arreganhou os dentes e saltou sobre o menino.
Mas Jângal Kahan caiu de nariz no chão, porque Balu o tinha agarrado pela cauda. O grande urso chegara na hora exata!
Começou uma terrível luta entre Balu e o tigre.
De repente desabou uma tempestade. Caiu um raio e uma árvore ali perto pegou fogo. Mógli viu nisso um meio de salvar Balu. Ele sabia que a única coisa que o tigre temia era o fogo.
Mógli pegou um galho em chama e ameaçou o tigre. O fogo assustou tanto Jângal Khan, que ele fugiu apavorado. “Nunca mais o veremos por aqui”, suspirou Baguera com alívio.
Mógli, Baguera e Balu continuaram caminhando pela selva, até que Mógli viu algo que nunca tinha visto antes: uma menina. Ela estava pegando água num riacho perto da aldeia dos homens.

Mógli foi ajudá-la. Balu e Baguera viram quando ele seguiu com ela para a aldeia dos homens. E ficaram contentes, porque agora Mógli ia viver no lugar ao qual realmente pertencia.

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