sábado, 6 de junho de 2015

A especificidade da literatura infantil como instrumento de estímulo ao desenvolvimento da linguagem





Amelia Fernandes Cândido
professora e psicopedagoga
mestre em Letras (USP)
"A fantasia tem tanto de sentimento quanto de reflexão e uma parte idêntica de intuição e de sensação." 
Carl Gustav Jung


Através da brincadeira, da vivência corporal, da imitação, da exploração pela repetição, a criança descobre a funcionalidade do seu corpo e a propriedade dos objetos, estabelecendo relações e ordenando aos poucos seu mundo real. Assim, ela vai reorganiza seu pensamento, busca condições de adaptação à vida e vai construindo seu repertório de conhecimento. Nessa busca pelo conhecer e conhecer-se, a criança sai à procura de seu significado no mundo. Quando não consegue encontrá-lo, adequadamente, sente muitas dificuldades em enfrentar obstáculos: sente-se fraca e incapaz de utilizar todo seu potencial de aprendizagem (cognição, emoção, criatividade etc.), prejudicando seu desenvolvimento.
No empenho em descobrir algo que pudesse auxiliar na conquista desse significado, educadores passaram a ter um novo olhar sobre o processo educativo e procuraram compreender como se processa a aquisição do conhecimento e a influência daquilo que ofereciam para o desenvolvimento das crianças. Entre muitas possibilidades, intensificaram-se as pesquisas sobre a importância do brinquedo e do brincar. Jogos de percurso, de construção, de raciocínio tornaram-se instrumentos integrantes dos trabalhos psicopedagógicos.
Ciente de que o desenvolvimento cognitivo está intimamente ligado ao desenvolvimento da linguagem e tentando descobrir quais fatores estariam na origem da dificuldade de compreensão dos textos pela criança, buscamos um instrumento que pudesse estimular o desenvolvimento do pensamento, como os jogos utilizados em psicopedagogia, e que, ao mesmo tempo, pudesse trabalhar o emocional, como os contos de fadas e maravilhosos que ganharam um novo relevo com os estudos fornecidos pela psicologia sobre o enredamento de leitores crianças e até mesmo adultos. Precisava ainda de algo que pudesse despertar um interesse investigativo para estimular o desenvolvimento da percepção e, de preferência, que permitisse o trabalho direto com a linguagem verbal. O objetivo desse estudo foi perceber procedimentos necessários para uma mudança efetiva no processo de aprendizagem da linguagem verbal, pela criança: desenvolver a compreensão e a produção de textos.
Dentre as buscas, encontrou-se uma possibilidade na literatura infantil. O desenvolvimento da linguagem depende da percepção de mundo, dos estímulos às emoções e da organização do pensamento. A fusão entre as linguagens verbal, visual e simbólica presente na literatura infantil, das últimas décadas, permite estabelecer contato com diferentes signos, estimulando vários sentidos: facilita levar a criança a mergulhar dentro de si e trazer para fora todo o desejo de aprendizagem latente.
ludicidade, presente na literatura infantil, pode ser vista como ponto de ancoragem: uma porta de entrada para mobilizar a modalidade de aprendizagem. O lúdico abranda a tensão causada pelo medo de errar, de fracassar, e motiva a criança a expor-se a estímulos através do prazer e do desejo de experienciar novas descobertas e aventuras. Aliviada a resistência, o leitor tende a explorar melhor o texto e utilizar toda a capacidade investigativa possível.


Por sua vez, a linguagem simbólica, ao trabalhar com os estados emocionais da criança, bem irá auxiliá-la a lidar com sua insegurança e auto-estima. A psicologia tem se ocupado dos símbolos na procura de resoluções dos problemas de seus pacientes: as imagens nos sonhos e os desenhos tornaram-se excelentes instrumentos de pesquisa. Como sabemos, os símbolos penetram profundamente em nossa psique — e a ciência está sendo levada a reconsiderar o sobrenatural, a aceitar o mistério. O maravilhoso, o imaginário e o fantástico deixaram de ser considerados como pura fantasia para serem vistos e tratados como portas que se abrem para as verdades humanas. Assim, a visão mágica do mundo passa a ser assumida não só pelas crianças, como também pelos adultos.
Para Jung, ao ouvirmos uma história, os símbolos, como ponte de ligação entre consciente e inconsciente, auxiliam na busca da individuação. As figuras de símbolos mitológicos de deuses, demônios, mágicos, feiticeiros, fantasmas de todos os tipos são, para ele, imagens ancestrais ou arquétipos de um inconsciente coletivo. As histórias infantis apresentam dilemas existenciais de forma breve e categórica, simplificando situações. A criança sofre com o herói ao enfrentar provas e tribulações e, no final, triunfa com ele. O elemento fantasioso ajuda a criança a liberar sua imaginação: ver seu herói enfrentar e vencer os perigos pode permitir-lhe recuperar-se de um desespero profundo, escapar de algo que lhe parecia perigoso. Perceber a ordem restabelecida, o castigo aplicado ao malfeitor, pode trazer-lhe o consolo e a certeza de que o herói pode viver feliz para sempre.
As histórias mostram à criança que as pessoas são diferentes e que cabe a nós fazermos nossa opção de vida. Ensinam a enfrentar os problemas acreditando na vitória do bem: o obstáculo enfrentado e vencido nos fortalece para enfrentarmos novos obstáculos. Ajudam a criança a abandonar sua condição de dependência infantil e a crescer com mais confiança interior. Sabemos que a história desperta a curiosidade para prender a atenção da criança. Mas, mais que isso, ela estimula a imaginação e trabalha as emoções para poder enriquecer a vida.
A literatura infantil, tão carregada de símbolos — não apenas os contos de fadas e os maravilhosos —, permite reelaborar perdas, ressignificar e reinterpretar o próprio mundo. As perdas se reelaboram no plano simbólico sem ameaçar a estrutura real, fortalecendo e permitindo contato até mesmo com o inconsciente, possibilitando resgatar situações anamnésicas.


linguagem imagética pode ativar os estímulos perceptivos. A percepção é determinada pelas necessidades subjetivas daquele que percebe. Vejamos. A espécie humana ocupa, na Terra, espaços com diferentes aspectos físicos, climáticos, culturais etc. Essas variações influenciam significativamente na relação do homem com o meio ambiente e na sua compreensão de mundo. A maneira de compreender o mundo depende, em grande parte, da percepção. Esta pode ser influenciada pelo estado físico (saúde, doença), pelos mecanismos fisiológicos (receptores, nervos condutores e cérebro), pelos valores culturais, pelas emoções, pelos interesses, pelos hábitos, pela experiência prévia, pela intenção do percebedor etc. A capacidade de percepção pode ser desenvolvida através de estímulos. O esquimó, por exemplo, percebe variados tons de branco na neve. Sabe que as nuances representam diferentes espessuras de neve, o que facilita, assim, a localização de caminhos menos perigosos. A percepção acurada da cor branca foi desenvolvida por um estímulo advindo de uma necessidade vital.
Uma mesma situação de ensino-aprendizagem pode, portanto, ser percebida de maneira diferente pelos diferentes indivíduos envolvidos e pode afetar diretamente, de forma positiva ou negativa, a capacidade de percepção. É comum a inadequação na captação dos conteúdos significativos. O medo de fracassar pode fazer o indivíduo fixar-se apenas no já conhecido, fechar-se a novas aprendizagens, deixando de crescer e de estabelecer relações. É preciso criar situações que possam quebrar esta resistência. Uma das formas eficientes de desenvolver a capacidade de percepção pode ser através da conduta exploratória. Quando utilizamos a ilustração no livro infantil para incentivamos a criança a explorar para descobrir, estamos estimulando-a a apurar a percepção e a re-estruturar o seu ver.
A linguagem imagética, constante na literatura infantil, auxilia o educador a levar a criança a reconstruir (construir um novo ponto de vista) das percepções de objeto, espaço e tempo. Ao estimular a uma percepção dos detalhes das imagens nos livros, leva-se à construção de um novo objeto pois o leitor passa construir uma nova imagem mental. A reconstrução de uma imagem mental mais detalhada opera sobre uma ressignificação que resulta em uma reconstrução da noção de objeto: uma recognição objetal.
É importante percebermos que há uma diferença muito grande entre imagem real e imagem representada: a fotografia e o desenho de uma cadeira não são cadeiras, são representações em imagens desse objeto. Quando a criança, ao olhar seu álbum de fotografias, aponta com o dedo e diz "nenê", já está fazendo uma leitura de uma imagem representada. Ela consegue perceber um objeto real de três dimensões representado em apenas duas dimensões (uma foto, no caso) e reconhecer os elementos comuns presentes nos dois instrumentos: o real e o representado. Ao olhar para o desenho de um cachorro e dizer "au-au", a criança está fazendo uma analogia: consegue perceber uma relação entre os elementos representados em traços (o desenho) e os elementos reais. Em muitos momentos, ela irá conhecer o elemento representado em imagem (foto, filme, desenho etc.) muito antes de conhecê-lo em imagem real, tais como o elefante, a baleia, a estátua da Liberdade...
Este processo de percepção das representações das imagens torna-se fundamental para a aprendizagem da linguagem: não podemos nos esquecer que a escrita também é um desenho, mesmo que não tenha nenhum elemento de relação imagética entre palavra e objeto. É oportuno, portanto, que as crianças leiam fotografias, desenhos dos objetos, desenhos acompanhados da palavra escrita — além de observar seqüências narrativas imagéticas para estruturar a aprendizagem da linguagem escrita.
Durante a leitura, o processo de análise ativa, de busca do conteúdo do texto, de confronto entre seus elementos (inclusive entre o verbal e o imagético), de percepção estimulada, permite ao leitor superar alguns bloqueios característicos do pensamento concreto, conduzindo-o a estabelecer relações, tirar conclusões e construir pensamentos abstratos. Pode ser uma forma de ajudar a criança a liberar sua imaginação, a fixar estruturas significativas, a utilizar melhor seus sentidos. Ao ser estimulada a observar os detalhes das imagens, os recursos grafotipográficos, a distribuição dos elementos na superfície do papel e as relações entre imagem e escrita, estamos ajudando a apurar sua percepção e reestruturar o próprio modo de ver, modificando sua maneira de conhecer, reconhecer e julgar. Este leitor percebe a importância de perceber.
Enfim, a percepção envolve elementos cognitivos e elementos inconscientes: é uma ponte de ligação entre a objetividade e a subjetividade.


linguagem verbal pode ser considerada como meio formador do pensamento abstrato. É um sistema de códigos capaz de transmitir qualquer informação mesmo fora do contexto de uma ação prática imediata. Podemos entender perfeitamente esta diferença se observarmos que o homem é capaz de comunicar pensamentos, opiniões e desejos através de um aparelho como o telefone, ou seja, pode comunicar-se usando apenas um elemento abstrato: a palavra.
Piaget observou que, até aproximadamente os seis anos, predomina na criança uma linguagem egocêntrica. Embora costume falar muito, ela não se preocupa em dirigir a fala a ninguém: fala para acompanhar e reforçar as atividades que está realizando naquele momento. Suas frases costumam ser curtas e entrecortadas por silêncios prolongados. Suas perguntas não exigem nem se preocupam com a resposta. A função da linguagem, neste período, está mais ligada ao brincar: falar também faz parte de sua brincadeira.
Aos poucos, a linguagem vai se tornando mais socializada: há uma tentativa real de comunicar-se, quer tentando compreender as idéias do outro, quer adaptando a própria linguagem para poder se fazer entender. Ao fazer perguntas, espera ouvir uma resposta e, ao ser perguntado, quer poder emitir sua opinião. Conforme vai estruturando a linguagem, a criança esforça-se para se comunicar objetivamente e procura repetir fielmente o que ouve. A fim de sistematizar suas idéias e opiniões, começa a estabelecer uma ordem em seus relatos e narrativas: tem início assim o estádio de reflexão lógica na linguagem.
Quando contamos uma história para a criança, utilizamos uma estrutura própria da linguagem oral que pode apresentar agramatismos e incluir, junto com os componentes verbais, outros elementos: os gestos, a entonação, a pausa... Quando lemos a história do livro, utilizamos estruturas gramaticalmente organizadas próprias da linguagem escrita. Embora nos dois momentos seja possível perceber as reações da criança e, portanto, corrigir, modificar, reler, explicar e complementar a leitura, cada uma delas possui estruturas próprias e ambas vão ser importantes para o desenvolvimento da linguagem: oral e escrita.
Quanto mais contato com literatura, melhor preparada estará a criança para ser clara ao exprimir seus pensamentos. Ao ouvir uma história, aprende a colocar-se no lugar do outro e assim perceber diferentes pontos de vista. Aprende a conhecer o poder da palavra para provocar atos e despertar sentimentos. Percebe que através da linguagem pode exercer ação sobre o pensamento do outro. Com a intenção de fazer valer seu ponto de vista, desenvolve uma linguagem interior que lhe permite levantar hipóteses e se preparar para argumentar e contra-argumentar. Preocupada com a clareza e na tentativa de evitar incompreensões e contradições, aos poucos estabelece uma coerência entre suas argumentações.
Igualmente vale dizer que a compreensão de um texto pode depender do conhecimento de textos anteriores, ou seja, as relações de associação com leituras anteriores podem servir para estimular a percepção dos significados no texto atual. Somente quando a criança exercita várias leituras — de formigas, de fadas e bruxas, de lobo mau, de um mesmo autor, de um mesmo gênero literário, com um mesmo tema gerador — pode compreender as relações entre diversos textos e abrir-se verdadeiramente à reflexão. Perceber como se estabelecem os diálogos entre os textos e que existem outras formas possíveis de julgar um mesmo assunto, pode ser um passo fundamental para levar a criança a abandonar o pensamento egocêntrico.


Concluindo
A interpretação de um texto literário pode ser feita de forma superficial — uma compreensão em seu sentido literal — ou de forma mais profunda. Esta última compreende capacidade de estabelecer relações entre texto e experiências de vida do leitor ou do contexto histórico, percepção do processo utilizado pelo narrador para expor pontos de vista, capacidade em perceber idéias e valores transmitidos, procura de significados latentes ou implícitos etc.
A literatura infantil estimula vários sentidos: seu estilo singular pode mostrar à criança uma nova gramática da comunicação sem regras muito fixas unindo, dessa forma, o verbal, o imagético e o sensorial. Quando começa a perceber uma relação entre imagem real, imagem representada e texto escrito, a criança começa a estabelecer associações e comparações com textos-vida: inicia-se um processo de plurissignificação de sentidos. O leitor descobre que é capaz de interpretar textos. Abre-se a diversas modalidades de discurso e percebe os recursos estilísticos utilizados pelo ilustrador e pelo autor. Consegue estabelecer uma relação entre as experiências prévias com o que está aprendendo e sentindo no momento. Torna-se não só um novo leitor, mas também um novo produtor de textos. O acesso a diferentes linguagens pode proporcionar um conhecimento da própria identidade. A consciência de nós mesmos depende não só da percepção das nossas sensações e da observação de nossas experiências pessoais mas, principalmente, da percepção do outro.
A compreensão de uma obra de arte literária pode envolver aptidão mas envolve, principalmente, desejos, pesquisas, análises, comparações e reflexões. A profundidade de leitura depende mais do preparo e da sensibilidade despertada no leitor do que de seu desenvolvimento intelectual.
A literatura infantil apresenta um discurso fértil, carregado de figuras de linguagem e de pensamento, de diferentes recursos estilísticos, de marcações temporais e espaciais. Especula os efeitos da pontuação e da vinculação do texto com a ilustração. É menos racional e mais criativa. Muitas obras resgatam aspectos históricos. Outras discutem ética, cidadania e a necessidade de harmonização do homem com o meio ambiente. Muitas são carregadas de pensamentos filosóficos que permitem reflexão crítica e conscientização, um repensar nos valores de vida. Outras podem servir de alavanca para textos mais complexos, o que permite comparações e análises em suas diferenças e similaridades.
Este aparato instrumental — a diversificação contida nesse gênero literário — trabalhado através de atividades de exploração, consegue tornar o leitor mais atencioso e observador das entrelinhas. Desperta a vontade de investigar, de descobrir, de pensar, de levantar hipóteses, de questionar, de debater, de argumentar. Facilita levá-lo a ser explorador das leituras: umespeleólogo das letras.
A literatura infantil pode ser um elemento facilitador na recuperação ou desenvolvimento do prazer de ler. O prazer em ler pode vir principalmente quando sentimos que estamos desvendando um segredo. Ao descobrirmos um dos fios, entre os muitos presentes, não resistimos à vontade de entrar no jogo e brincar. Daí, o fio cheio de nós e emendas que envolve nosso corpo, nossa mente, nossa alma. Ficamos presos na teia. Somos seduzidos... Não queremos mais sair dela.
A literatura infantil pode ser um elemento facilitador para uma instigação de sentidos que auxilie no desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. A ludicidade presente nessa literatura pode quebrar de imediato alguns obstáculos que impedem a aprendizagem. A linguagem simbólica pode auxiliar a criança a lidar melhor com sua insegurança e auto-estima; os recursos visuais e grafotipográficos podem favorecer ao estímulo da percepção sensorial; as análises do processo de formação da estrutura do texto narrativo e do texto imagético podem ajudar a desenvolver a sensibilidade para uma compreensão semântica mais profunda. A tríplice convergência entre as linguagens verbal, visual e simbólica pode auxiliar o leitor a desenvolver a capacidade de leitura e de interpretação. Pode levá-lo a aplicar esse novo conhecimento na produção de seus textos.
Pode ajudá-lo a enxergar ... mais além.
É fundamental que as universidades incluam no currículo das Faculdades de Educação, a disciplina Literatura Infantil, proporcionando não só um conhecimento da história da literatura infantil, mas principalmente das estruturas emocionais e cognitivas que podem ser despertadas, além de estímulo ao desenvolvimento de diversas possibilidades de práticas pedagógicas.
Literatura é arte. Literatura Infantil é arte-educação. É preciso perceber e compreender as possibilidades de se trabalhar com esse novo objeto, cuja importância para a formação da criança cresce dia a dia. É imprescindível criarmos um espaço para que possamos conhecer e reconhecer, pensar e repensar nossas práticas educativas nas propostas de atividades com a literatura infantil.

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Dobras da Leitura
Ano IV - N.º 16 - set.out. 2003




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